Deputado José Dias ressalta que RN será o único Estado do Brasil com 30 santos


Crédito das Fotos: João Gilberto
O deputado estadual José Dias (PSDB), em pronunciamento na sessão desta quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa, lembrou de sua participação no processo inicial, junto à Igreja Católica, do processo de beatificação e canonização dos protomártires de Cunhaú e Uruaçu. Beatificados no ano 2000, os diocesanos André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, mais o leigo Mateus Moreira e seus vinte e sete companheiros serão canonizados no próximo dia 15 de outubro no Vaticano, pelo Papa Francisco.

“O Rio Grande do Norte será o único Estado do Brasil com 30 santos”, ressaltou o parlamentar, anunciando que estará em Roma, na Itália, para acompanhar esse momento, mas que viajará sem custos para a Assembleia Legislativa, mesmo seguindo na comitiva potiguar como representante do Legislativo. “Irei totalmente às minhas custas. A Assembleia não vai pagar a minha passagem que já comprei, nem receberei um real em ajuda de custo”, explicou José Dias.

Para o deputado, a viagem terá, para ele, uma ‘significação espiritual religiosa’ e a certeza de que o Rio Grande do Norte poderá se transformar no maior destino religioso do Nordeste, podendo concorrer com os grandes destinos do Brasil. “Vamos ter aqui 30 santos que neste momento de muita dificuldade deverão nos proteger”, prevê Dias, anunciando a celebração de missas nos dias 28 e 29 de setembro e 4 de outubro no Santuário dos Mártires, em Uruaçu, no município de São Gonçalo do Amarante, e no dia 3 de outubro no Santuário de Nazaré, em Natal. “Rio Grande do Norte, terra de santos”, encerrou o parlamentar.

Mártires
Em 16 de junho de 1645, padre André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú – no município de Canguaretama. Em 3 de outubro de 1645, três meses depois, houve o massacre de Uruaçú. Padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado e o camponês Mateus Moreira, morto. Os invasores calvinistas não admitiam a prática da religião católica.
 

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