Bispo de Caicó disse que “homossexualidade é dom de Deus” e gera polêmica na igreja

No sermão do último domingo (30) o bispo de Caicó, Rio Grande do Norte, Dom Antônio Carlos Cruz Santos, falou sobre homossexualidade e fez uma declaração que tem gerado polêmica não apenas nas redes sociais, mas dentro da própria igreja.
Santos declarou que homossexualidade não é opção, mas orientação e que é um dom dado por Deus. “Na perspectiva da fé quando a gente olha pra homossexualidade, a gente não pode dizer que é opção. Opção é uma coisa que livremente você escolhe e orientação ninguém escolhe… Escolha vai ser a maneira como você vai viver a sua orientação… Se não é escolha, se não é doença, na perspectiva da fé, só pode ser um dom. É dado por Deus. Dom é isso: é dado por Deus”.
Contrariando o que diz a Bíblia e o Catecismo, o religioso defendeu a prática homossexual e chamou os discordantes de “preconceituosos”. Ainda no discurso, o religioso falou que é preciso vencer esse preconceito da mesma forma como foi vencido o preconceito contra negros durante a escravidão.
A Igreja Católica ensina o seguinte sobre a prática homossexual no Catecismo, parágrafos 2357-2359: As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Quem tem tendência homossexual deve, pois, seguir o ensinamento de Cristo a todos: ‘Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me’ (Lc 9, 23). Só abraçando a Cruz e entregando-se por amor a Cristo, é possível caminhar para a ressurreição”.
Cientes disso, católicos começam a se posicionar pelas redes sociais para denunciarem o bispo à Nunciatura Apostólica do Brasil.

Um comentário:

  1. Entendo que o Sr. Bispo tentou explicar que uma pessoa homoafetiva é aquela que teve uma especie de direcionamento embutido na alma (tendência) e que esse direcionamento pode ser vivido de forma digna se o sujeito resistir como cristão já que para esse sujeito essa tendência funciona como uma provação na alma. Mas se o sujeito não resite e cai, isso não impede que ele continue tendo essa tal tendência. É justamente a essa tendência, embutida na alma, que o Sr. Bispo chamou de ‘dom de Deus’. Não creio que seja dom de Deus e sim, talvez, permissão de Deus em vista de alguma intenção divina na vida do sujeito. Pode ser também uma forma de nos provocar para termos mais respeito às diferenças. Tudo o que Deus faz é bem feito, mas nem sempre nós sabemos compreender.

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