Assembleia Legislativa estimula servidores a ações de voluntariado


Ciente do papel social sobre que tem responsabilidade, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte passou a estimular que seus servidores se engajem em ações com impacto em suas comunidades, com atividade de voluntariado, como forma de estimular a qualidade de vida, um dos focos do programa de atenção ao servidor mantido pela Casa.

Nesta sexta-feira (07), a primeira ação desse projeto do legislativo foi realizada na comunidade de Nova Natal, onde o técnico de informática Marcos Cley, 37, dedica seu talento como professor de karatê para ensinsar crianças carentes, afastando-as de situações de vulnerabilidade.

"Nossa ideia com esse projeto é estimular que servidores possam fazer o mesmo. Há sempre algo de bom para se doar. O projeto 'Servidores Voluntários' é um eixo do programa de atenção que o Poder Legislativo tem com sua força de trabalha e esperamos que esse exemplo de Marcos possa inspirar outras pessoas", destacou o coordenador de Recursos Humanos da Assembleia Legislativa, Thyago Cortez.

Marquinhos, como é conhecido o técnico de informática, se inspirou na ideia de criar um escolinha para alunos carentes com intenção, inicialmente, de ser apenas uma atividade extracurricular. Ninguém imaginaria o que estava por vir. Até que veio a ideia de inscrever a meninada em competições. Foi quando a avalanche de medalhas e troféus se desencadeou.

Há também outro componente. Olhando a seu redor, o mestre de karatê viu que a vulnerabilidade social de sua comunidade poderia engolfar as crianças quando elas estivessem na ociosidade. Disso resulta uma regra que não se pode quebrar no clube de karatê: quem utiliza o que adquire para fazer o mal, é sumariamente impedido de voltar às aulas. “Porque teve uns garotos aqui que aprenderam nas aulas e foram usar isso contra outras pessoas”, explicou Marquinhos.

Já quem aproveita o conhecimento para o crescimento pessoal coleciona vitórias. Muitas! O maior caso de sucesso é o da dupla Amanda, 11, e Débora, 10. As mães das duas se orgulham das filhas, que colecionam quase 50 medalhas.

“Todos os campeonatos pelos quais elas passam tem medalhas para as duas”, comemora Marquinhos. O sucesso chegou a tal ponto que se tornou frequente as duas acabarem como finalistas dos torneios. Nesse caso, as mães descobriram, as garotas combinam os resultados. Fica combinado que quem ganha em um, perde no próximo. “Quando elas vão para a final até perde a graça. A gente sabe que é tudo ensaiado”, brinca a mãe de Débora, Maria Giane.

Dentro dessa proposta de cuidar do servidor, a Assembleia Legislativa deverá ainda neste mês realizar ação voltada à saúde, com foco em prevenção e informações que possam munir o funcionário de cuidados consigo próprios.

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